26.11.07

na banca de revistas
sempre
a olhos nus
lacrimejantes
vejo a vida
q se anuncia:
não é trágica
nem tão
macia
pq na banca
a avessa poesia
é cínica
como os poemas
q não julgam
não
geram nada
apenas a cênica
beleza
das tantas folhas
em sincronia
ta fosse a banca
de revistas
uma única
absoluta
revista
imensa intensa
sem tristeza
ou alegria: tal fosse
a banca, de revistas,
plástica.

2 comentários:

Menina do Lido disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Menina do Lido disse...

Palavras essencialmente honestas para tal assunto... Coisas anteriormente intocadas tornam-se familiares aos olhos alheios e isso graças a sua tamanha sensibilidade!!!